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Por: Vanessa Miranda

Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e foste me ver. Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? Ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? Ou nu, e te vestimos? E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te? E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. (Mateus 25:35-40)

Os números divulgados pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) revelam um exponencial aumento do número de refugiados no mundo. No ano de 2015, chegou a impressionantes 65,3 milhões o número de refugiados (pessoas que deixam seu país de origem) e deslocados (migrantes dentro do próprio país).

São milhares de pessoas obrigadas a deixar suas casas, seus pertences, suas famílias, sua profissão, sua cultura e seu país ou território de origem em virtude de guerras, conflitos étnicos, perseguição religiosa, ou mesmo pobreza extrema e fome.

Segundo o ACNUR, conforme dados divulgados pelo site do jornal O GLOBO, “um em cada 113 seres humanos no mundo hoje está desarraigado, é demandante de asilo, deslocado interno ou refugiado”.

Os principais conflitos atuais que elevam o número de refugiados estão na África e na Ásia, destacando-se, nessa última, o Oriente Médio. Assim, o maior número de refugiados advém da Síria, seguida por Afeganistão e Somália. Por sua vez, a maioria desses refugiados encontra-se atualmente no continente africano, sendo a Europa o segundo continente que mais recebe refugiados, com aproximadamente 4,39 milhões abrigados em suas fronteiras.

Mas em certa medida, todas as nações do ocidente têm recebido refugiados. O Brasil é uma delas. Segundo informações da própria ACNUR, disponíveis no site da instituição, o número total de solicitações de refúgio no Brasil aumentou mais de 2.868% entre 2010 e 2015 (de 966 solicitações em 2010 para 28.670 em 2015). A maioria dos solicitantes de refúgio vem da África, da Ásia (inclusive Oriente Médio) e do Caribe.

De acordo com o CONARE, órgão brasileiro responsável pelo cuidado com os refugiados, o Brasil possui atualmente (abril de 2016) 8.863 refugiados reconhecidos, de 79 nacionalidades distintas, dos quais 28,2% são mulheres. Os principais grupos são compostos por nacionais da Síria, Angola, Colômbia, República Democrática do Congo e Palestina.

Todos os dados acima revelam que estamos diante de uma situação nunca antes vista. São milhares de pessoas necessitando dos mais diversos tipos de auxílio e cuidado. Pessoas que, antes tão distantes, estão agora no nosso país, nas nossas cidades e bairros. Pessoas que precisam de novos amigos, empregos, profissões, que precisam se readaptar, se acostumar a uma nova cultura, nova língua. Gente antes tão inatingível para muitos de nós, que agora deseja e precisa dividir suas vidas conosco. Precisam da nossa compaixão, do nosso auxílio, da nossa mão estendida.

Apesar de serem tão tristes os motivos que trazem essas pessoas até nós, esta é uma oportunidade que o Senhor Jesus nos dá, como nações, comunidades, igrejas e indivíduos, de sermos seus olhos, seus braços, suas mãos e acolhermos estes estrangeiros que estão entre nós e revelarmos a eles um Deus que se importa, que acolhe o órfão, a viúva e o estrangeiro.

É interessante ver que as páginas da Bíblia estão repletas de relatos de estrangeiros que foram acolhidos e auxiliados por Deus e por seu povo. Foi assim com a cananeia prostituta Raabe (Josué 2), com a moabita Rute (Rute), com o sírio Naamã (2 Reis 5). Do mesmo modo, as sagradas escrituras estão repletas de conselhos sobre como devemos tratar aqueles que são estrangeiros entre nós, como os versos de Levítico 19:33-34:
E quando o estrangeiro peregrinar convosco na vossa terra, não o oprimireis. Como um natural entre vós será o estrangeiro que peregrina convosco;
amá-lo-ás como a ti mesmo, pois estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu sou o Senhor vosso Deus.”

Com a presença dos refugiados nas nossas nações e espalhados pelo ocidente, temos a oportunidade de pôr os ensinamentos bíblicos em prática, de pregar o evangelho, de sermos testemunhas da graça e do amor de Deus nas nossas próprias “Jerusaléns” e “Judéias”, enquanto ainda não chegamos aos confins da terra, como o Senhor nos ordenou.

Esta é uma porta que o Senhor nos abre, devemos com afinco, coragem e amor entrar por ela, calçando os nossos pés com o evangelho da paz e testemunhando o poder transformador da salvação para todos aqueles que conhecem e se entregam a JESUS.

Bibliografia:
– POPULAÇÃO DE REFUGIADOS NO MUNDO.
http://brasilescola.uol.com.br/geografia/populacao-refugiados-no-mundo.htm;
– Número de refugiados no mundo supera 60 milhões pela primeira vez.
http://oglobo.globo.com/mundo/numero-de-refugiados-no-mundo-supera-60-milhoes-pela-primeira-vez-19541765;
– Dados sobre refúgio no Brasil.
http://www.acnur.org/portugues/recursos/estatisticas/dados-sobre-refugio-no-brasil/;

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