Por Jay Smith

Muçulmanos e cristãos possuem muitas similaridades em suas crenças. Ambos crêem na existência de um só Deus, no nascimento virginal de Jesus e em seu poder miraculoso capaz de ressuscitar os mortos e curar os enfermos, além de compartilharem a crença de que Deus se comunica com a humanidade através de profetas e escrituras sagradas.

Entretanto, por vários anos, apologistas muçulmanos se dedicaram ativamente em questionar e atacar as crenças básicas do Cristianismo. Dezenas de milhares de muçulmanos têm sido treinados e enviados a todos os países do mundo com o objetivo de convencer a outros quanto à “veracidade” do Islã, e, simultaneamente, promover descrédito ao Cristianismo. Imams (líderes religiosos muçulmanos) ensinam seus discípulos, de modo sistemático e contínuo, nas reuniões das sextas-feiras nas mesquitas, a como contradizer e atacar temas como a veracidade da Bíblia, a deidade de Jesus, a crucificação e ressurreição de Cristo, e a Trindade.

Há até pouco tempo atrás, poucos eram os cristãos preparados para estabelecer uma defesa sólida contra estes ataques e apresentar ofensivas racionais às afirmações do islã a respeito de si mesmo. Entretanto, a despeito da hesitação de muitos quanto a esta postura aparentemente contundente, este é exatamente o chamado bíblico aos cristãos, de todas as eras. Veja o que diz o apóstolo Paulo a respeito de nossa “milícia”:

Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo”. 2 Coríntios 10:3-5
Somos ordenados a destruir sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e a levar cativo todo pensamento à obediência de Cristo.

Muçulmanos possuem pressuposições impensadas que os levam a uma compreensão equivocada do Cristianismo. Tais pressuposições são construídas por acadêmicos muçulmanos, que deliberadamente manipulam textos bíblicos e conceitos teológicos cristãos no intuito de formular ataques ao Cristianismo e difundi-los nas academias teológicas, na mídia e nas comunidades muçulmanas, que, consequentemente tornam-se fechadas e agressivas à mensagem do Evangelho.

Um bom exemplo destes ataques contra o Cristianismo pode ser observado nos vídeos e livros do já falecido apologista muçulmano Ahmed Deedat, de Durban, África do Sul. Por muitos anos, Deedat foi considerado como o melhor apologista muçulmano no ataque ao Cristianismo. Muitos outros apologistas surgiram após Deedat, mas seu legado é celebrado em todo o mundo muçulmano até os dias de hoje. Uma de suas investidas mais famosas foi feita durante um debate com o televangelista Jimmy Swaggart; poucos são os muçulmanos que não viram, ouviram ou se valem deste debate para menosprezar o Cristianismo em suas interações com cristãos ao redor do mundo.

Em um trecho deste debate, Deedat dedica um longo tempo para provar que João 3:16 sugere que Deus teve relações físicas com Maria para engendrar Jesus. Afirmações como esta merecem resposta e correção.

Além disso, muçulmanos fazem afirmações contundentes a respeito da origem divina do Corão e do chamado profético de Maomé. Estas alegações permaneceram sem escrutínio durante centenas de anos, enquanto a Bíblia e a historicidade de Jesus sofreram incontáveis investigações acadêmicas críticas. O Corão, a Biografia de Maomé, e outras fontes materiais islâmicas merecem o mesmo nível de análises críticas aplicadas às fontes cristãs, tanto por estudiosos seculares como por acadêmicos muçulmanos.

Não se trata de ganhar a discussão ou de produzir discursos de ódio contra o islã. O fato é que o material histórico-teológico, a coerência das doutrinas fundamentais do Cristianismo e a relevância de Cristo como exemplo definitivo para a humanidade, são elementos cuja natureza e cujas evidências são indiscutivelmente superiores, se comparados com o que o islã apresenta. É tempo de trazer esta verdade a público, de modo coerente e objetivo, para que os muçulmanos tenham a oportunidade de, uma vez confrontados com os fatos, aceitar ou rejeitar o perdão e a salvação de Deus encontrados única e exclusivamente em Jesus Cristo.

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