Por Jônatan Ribeiro

Quando o assunto é Surgimento do Islã, a segunda maior religião hoje, somente atrás da união entre os cristãos protestantes, católicos, ortodoxos, dentre outros, inevitavelmente voltamos nosso olhar para a vida de um único homem: Maomé.

Maomé era um homem comum, que pertencia a uma tribo, a dos Coraixitas, assim como qualquer pessoa da região da Península Arábica. Órfão desde cedo, cuidado por parentes, viajou a região fazendo transações comerciais, até seus vinte e cinco anos. Nessa idade, casou-se com uma comerciante viúva e rica e pôde dedicar-se mais a tempos de meditação e peregrinações, como a uma caverna conhecida na região.

Em uma dessas peregrinações, Maomé, supostamente, recebe uma revelação e daí inicia seu discurso profético de um novo tempo e propondo novas interações sociais. Sua pregação atrai seguidores, porém também gera conflitos e, quando perde o apoio de sua tribo, vê-se obrigado a fugir e leva consigo, tempos depois, seus primeiros seguidores para Yathrib, conhecida hoje como a cidade do profeta, Medina.

Esse período em Medina, após a Hégira (imigração dos muçulmanos para Yathrib), durou pouco mais de dez anos. O fato ocorreu em 622 d.C. e foi a cidade do profeta até sua morte em 632 d.C.

Em Medina, Maomé encontra um ambiente propício e após várias interações inicia diálogos com líderes árabes e judeus, tornando-se a longo prazo juiz entre tribos da região. Inicia-se então uma nova fase de influência.

Seu discurso político envolvia o surgimento de uma liderança única da região, com uma autoridade central, encabeçada por ele mesmo. Isso possibilitaria a criação de estruturas para melhorar a segurança local, o comércio, assim como daria a Maomé e seus seguidores proteção.

Para isso, é criada uma constituição – a Constituição de Medina – que oficializava a existência da comunidade dos muçulmanos, chamada então de Ummah.

Na Ummah, através do Califa (líder da comunidade muçulmana) viria a direção para a comunidade, com base na Lei Islâmica dada por Allah (Sura 30:30). Essas direções regeriam a todos, criando assim uma comunidade elevada. Esse sentido transmitido pela palavra Ummah, de uma comunidade de irmãos, de muçulmanos, hoje é entendida como uma comunidade global, no qual todos nascem muçulmanos, porém se perdem quando nascem influenciados pelas religiões de seus pais, porém quando retornam ao Islã, passam a fazer parte novamente da irmandade.

A tentativa de unir as tribos deu certo apenas por dois anos, pois por volta de 624 d.C. entra em ebulição os conflitos entre as tribos árabes e judaicas novamente. A pregação de Maomé incomoda os judeus piedosos, que passaram a identificar contradições entre as revelações e os registros de suas Escrituras. Então, o relacionamento entre Maomé e os Judeus se quebra. Os judeus não aceitam a autoridade dele como profeta e passam a rejeitá-lo, e então Maomé também rejeita os judeus. Até 632 d.C., aqueles que não foram mortos por ele, foram expulsos da cidade.

De acordo com a biografia do profeta e outros textos islâmicos, em 627 d.C., Maomé manda matar cerca de 800 homens de uma só tribo judaica, fazendo de todas as mulheres, concubinas para seus soldados, e de todas as crianças, escravas. Esse período de genocídio, ocasionado pela ira de Maomé, fez com que não restasse quase nenhum judeu na Península Arábica naquela época. Em 630 d.C., ele volta a Meca, finalmente tomando o controle da cidade pacificamente.

Essa é uma fase muito delicada da carreira de Maomé e da história do surgimento do Islã. Por mais que os muçulmanos pacifistas, hoje, tentem justificar toda a violência ocorrida nessa época, dizendo por exemplo que apenas lutavam quando eram atacados, encontramos nos registros relatos bem diferentes disso. Maomé esteve envolvido em ataques, saques, pilhagens e mortes. Ele participou de 29 campanhas de guerra, entre 624 e 632 d.C., quando ele morre, e também planejou outras 39 campanhas.

Maomé é um exemplo de violência. O profeta do islã e o califado que ele estabeleceu são modelos de violência. Samuel Huntington disse, ainda nos anos 60, em seu livro “O Choque das Civilizações” (1966): “Veja o mundo muçulmano hoje. Pense nos países muçulmanos. Em nossos dias, no mundo em que vivemos, estima-se que haja pelo menos 20 terras, ou territórios envolvidos em conflitos armados. Destes 20 conflitos armados, 18 são guerras envolvendo povos muçulmanos ou países muçulmanos.”.

É inegável que a história do Islã, o modo de compreensão que o muçulmano tem da revelação dada por Allah e o exemplo histórico de seu profeta último abrem precedentes para o uso da força e da violência na expansão da religião islâmica. É preciso conhecer a história para se interpretar o presente. Nosso papel é sermos sinceros com a história, mas tolerantes com aqueles que não sabem realmente no que creem. O evangelho precisa ser uma resposta de amor a esses milhares de muçulmanos que ainda não conhecem as boas novas de salvação em Cristo Jesus.

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